Os Primórdios das Artes Gráficas

Muito tempo antes de Gutemberg, aproximadamente em meados do século XV, foi iniciada a impressão de livros com tipos móveis fundidos.

Circulavam naquela época (marcada por invenções e sedenta de meios de comunicação) pequenas folhas com figuras em preto e branco.

Com o século XV apareceram por toda a parte na Europa os "pintores de cartas" e "impressores de cartas" que empregando placas de madeira, imprimiam pequenas imagens, na maioria dos casos de santos, colorindo-as em seguida.
Não tardaram a surgir também os " livros em bloco", séries de imagens xilográficas com textos gravados, ligadas umas às outras.

Também na confecção de cartas de jogar, que na idade média ainda tinham de ser pintadas uma a uma era empregado o novo processo, do qual finalmente resultaram grandes livros, como a "Crônica Universal" de Schedel.

Na arte gráfica a xilografia (como gravura em relevo) e a gravura em cobre (como gravura oca) não representam nada de novo; a gravura era conhecida desde tempos bem antigos, quer entre os antigos egípcios, quer no Oriente.

Não foi um invento peculiar, a necesidade de multiplicação é que levou à formação dessas duas modalidades de impressão.

Na xilografia, as partes brancas da figura são feitas mais fundas numa placa de madeira, até ficar só o desenho, como um relevo, que é então coberto de tinta, por meio de um cilindro ou uma mecha.

Na gravura em cobre e na gravura à água forte, o artista grava sulcos, ou os escava, mediante o emprego de um ácido numa placa de cobre polida. A tinta só fica nos sulcos e, sob a prensa, é sugada pelo papel.



Xilografia de São Cristovão - 1423


Xilografia - 1548



Xilografia(água forte)
1504