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Calótipo
ou Talbótipo
Em
1835 Talbot cria o processo negativo-positivo. Preparando uma folha
de papel com cloreto de prata, produzia uma imagem negativa na Câmara
escura, as áreas claras ficava escuras e as escuras ficavam claras.
Posteriormente essa imagem negativa era posta sobre outra folha
de papel, sensibilizada com cloreto de prata, fazendo com que surgisse
uma segunda imagem positiva, com as áreas claras e escuras igual
a imagem fotografada.
A técnica de Talbot tinha um inconveniente, as fibras do papel fazia
com que a imagem ficasse com pouca nitidez. Muitos fotógrafos pensaram
em usar o vidro como base para produzir as imagens.
Em 1847 Abel Niépce descobriu que a clara de ovo ou albumina, era
a solução. A placa de vidro era coberta com clara de ovo, sensibilizada
com iodeto de potássio e submetida a uma solução ácida de nitrato
de prata, revelada com acido gálico e fixada com tiossulfato de
sódio.
Em 1851 o invento que superou todas as outras técnicas existentes
foi o método de "colódio úmido" de Frederick Scott Archer. O colódio
além de muito transparente permitia uma concentração maior de sais
de prata, fazendo com que as placas fossem dez vezes mais sensíveis
que as de albumina. Com essa nova técnica de sensibilização em placas
de vidro fez com que a fotografia se popularizasse ainda mais.
O colódio teve algumas variações, o ambrótipo e o ferrótipo. O inconveniente
do colódio era a utilização obrigatória das placas úmidas, mas logo
apareceu o processo seco que substituiu o colódio.
Em setembro de 1871 o médico Inglês Leach Maddox, publicou no British
Journal of photograph, suas experiências com uma emulsão de gelatina
e brometo de prata como substituto para o colódio. A placa de gelatina
estabelecia a era moderna do material fotográfico, sendo fabricada
comercialmente.
As placas de vidro ainda tinha inconvenientes, o suporte de vidro
era pesado e muito frágil. Em 1888 o fotógrafo Joanh Carbutt, convence
um fabricante de celulóide a produzir folhas suficientemente finas
para receber a emulsão de gelatina.
Em 1889 a Eastman Co. (KodaK) começou a roduzir películas emulsionadas
em rolo, feitas com nitrato de celulose. Em 1902 já era responsável,
por 85% da produção mundial de filmes fotográficos.
A Eastman fabricou a câmara Kodak 1, colocava-se o rolo de filme
na câmera e a cada foto ia se enrolando em outro carretel, terminado
o filme mandava-se para a fábrica em Rochester, lá o filme era revelado
e copiado por contato, no processo negativo-positivo.
O slogan da Eastman era: "Você aperta o botão, nós faremos o
resto."
O processo fotográfico atual pouco varia do processo do início do
século. Por isso é atribuído ao século XIX a invenção e o aperfeiçoamento
da fotografia e ao século XX é atribuída a evolução tecnológica
do processo fotográfico com o aparecimento da fotografia em cores,
digital e o cinema.
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