A Invenção da Fotografia

Há dois processos científicos diferentes que colaboraram para a invenção da fotografia. O primeiro processo foi o ótico (a câmara escura), o segundo processo foi o químico (material que reagia em contato com a luz).

No processo químico, já havia conhecimentos desde o século XVII de que certos compostos que continham sais de prata escureciam quando expostos ao sol, apenas não sabiam se essa reação química era causada por calor, ar, ou luz.

Em 1802 Thomas Wedgwood (1771-1805) apresentou uma técnica que intitulou como "método de copiar objetos em vidro pela ação da luz solar em nitrato de prata". Esse método foi uma inovação.

O que Wedgwood fez pode ser descrito como fotograma, que consiste em colocar uma substância que escurece com a ação da luz à base de nitrato de prata, sobre um pedaço de vidro ou papel. Durante algum tempo de exposição ao sol a silhueta colocada sobre o material preparado, fica impressa.

Wedgwood tentou usar a câmara escura para imprimir imagens na superfície sensibilizada pelo composto de prata, mas a substância não era suficientemente sensível à luz para captar a imagem do interior da câmara escura. Outro problema que havia na descoberta de Wedgwood era que as imagens impressas não permaneciam fixadas ficando a placa totalmente escura depois de um certo tempo. Apesar das limitações que essa técnica oferecia, ela foi fundamental para o desenvolvimento da fotografia.

Seguindo o método de Wedgwood, Willian Henry Fox Talbot iniciou suas pesquisas fotográficas tentando obter cópias por contato de silhuetas de folhas, plumas e rendas. Talbot mergulhava um papel em nitrato e cloreto de prata e depois de seco colocava os objetos sobre o papel. Diferente de Wedgwood, Talbot conseguiu fazer a imagem ficar permanente no papel dando um banho com uma solução de amoníaco ou sal. Talbot chamou sua técnica de "Desenhos Fotogênicos".

Da mesma forma que Talbot usou como referência para suas pesquisas as descobertas de Thomas Wedgwood, John Herschel (1792-1871) seguiu com as pesquisas de Talbot, usando uma grande variedade de materiais e processos, incluindo o uso do tiossulfato de sódio como fixador.

A preparação do papel para se tornar sensível e impressão não eram diferentes das de Talbot, a inovação estava na fixação da imagem impressa através de uma solução de tiossulfato de sódio.

O fixador usado por Herschel foi mais eficaz, tornando-se padrão para todos os processos fotográficos à base de sais de prata até os dias de hoje.

Enquanto isso na França, Joseph Nicéphore Niépce (1765-1833), tenta obter imagens gravadas quimicamente com a câmara escura. Recobrindo uma placa de estanho com betume da judéia (que tinha a propriedade de endurecer quando atingido pela luz solar), e nas partes não afetadas pela luz o betume era retirado com uma solução de essência de alfazema. Em 1826 Niépce expôs uma dessas placas durante 8 horas na sua câmara escura, conseguindo uma imagem do quintal se sua casa.

Esse processo foi batizado por Niépce como "heliografia" e foi considerado, na época, como a primeira fotografia permanente do mundo.


Em 4 de janeiro de 1829, Niépce se associa a Louis Jacques Mandé Daguerre, infelizmente Niépce veio a morrer 4 anos depois, mas Daguerre continuou as pesquisas. Ao perceber as limitações do betume da judéia, inventado por Niépce, decidiu pesquisar os compostos de prata, suas experiências consistiam em expor, na câmara escura, placas de cobre recobertas com prata polida e sensibilizadas com vapor de iodo formando uma camada de iodeto de prata sensível à luz.

Posteriormente Daguerre descobre que o vapor de mercúrio revelava a imagem existente na superfície da placa de iodeto de prata, diminuindo o tempo de exposição de 8 horas para 30 minutos. Após a revelação a placa era fixada com tiossulfato de sódio.

Esse processo foi batizado por Daguerre com o nome de Daguerreotipía.

Em 1839 Daguerre tornou público o seu invento, vendendo a patente para o governo Francês em troca de uma pensão vitalícia para ele e o filho de Niépce.

A técnica de fotografar usando o daguerreótipo se popularizou em todo o mundo civilizado, e deu a Daguerre o título de inventor da fotografia.

A impossibilidade de fazer cópias das placas e a dificuldade de visualização da imagem devido ao reflexo do cobre na superfície brilhante da placa fotográfica, fez com que as pesquisas para aperfeiçoar a fotografia não parassem.

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Planta em contato com papél (Talbot)
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Rendas (John Herschel)
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Primeira Fotografia - 1826 (Niépce)
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Modelo de Daguerreótipo
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Daguerreótipo
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Niépce
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Daguerre